SALONSALONS ★ INFORMÁTICA NA MADEIRA: UMA VISÃO DIFERENTE DE UM PROCESSO COMUM ★

Byte Informática (Infante)Salon Salons
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Todos aqueles que na última semana se deslocaram ao centro comercial Infante, no Funchal, não puderam deixar de reparar que ao longo da entrada superior, ou mais concret-amente, no enorme patamar que a antecede, a Byte Informática apresentava, numa exposição que podemos considerar bem conseguida, a gama de produtos que actualmente comercializa, onde, logicamente, integra as linhas de micros e PC s Amstrad.

A AM esteve presente no certame e não quis perder a oportunidade de, através de uma pequena conversa com Eurico Gomes, sócio gerente da Byte, mostrar um pouco mais dessa empresa que poucos conhecem no continente, mas que desempenha um papel fulcral no desenvolvimento da informática na Madeira.

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AM — Como surgiu a ideia de realizar esta exposição?

E. G. — Foi uma ideia que apareceu, e que tinha por base fazer com que as pessoas tivessem um contacto mais directo com a informática, pois sinto que as pessoas ainda estão muito fechadas em relação às novas tecnologias, e que isso tem muito a ver com a forma como as pessoas olham para elas conside-rando-as um monstro, quando nada disso é real.

AM — Tendo em conta a aderência e o impacto que esta exposição teve, não podemos deixar de perguntar-lhe se possui algumas indicações sobre o nível profissional dos visitantes?

E. G. — A maior percentagem de visitantes foi constituída por jovens que aderiram prontamente á iniciativa. Depois, poderei dizer que se seguiram as profissões liberais. Para uns e outros a exposição desempenhou em muitos casos um papel de grande importância, pois permitiu-lhes contactar pela primeira vez com um computador. E esse, sempre foi o nosso primeiro objectivo.

AM—Sob o ponto de vista da Byte, como se pode definir a influência dos computadores na sociedade madeirense?

E. G. — Na Madeira o processo de informatização foi mais lento do que no Continente, como é óbvio. Mas, voltando um pouco atrás, e tomando como base a introdução dos computadores nos lares — refiro-me aos Spectrum's — verificamos que aquilo que se passou em Portugal foi o inverso do que aconteceu nos outros países.

Na maior parte dos países, a informática chegou à célula base da sociedade, que é a família, através do adulto. São os pais que fazem a passagem de testemunho aos filhos, que os ensinavam a comer, ou a fazer desporto. Foi também o pai ou a mãe quem teve o primeiro contacto com a máquina de pagamento electrónica, com o computador, ou com qualquer outra forma de utilização dos micro-processadores.

Em Portugal, neste caso particular, a situação foi — volto a afirmar — inversa. Foram os filhos que se libertaram da tutela dos pais começando eles próprios, além de brincar com o computador, a aprender a trabalhar com ele, explicando depois aos pais como utilizá-lo.

Neste contexto, a informática em Portugal está mais avançada do que muitos pensam. Saibamos pois condicioná-la correctamente, e dar a informação devida a quem dela necessita, para que, os que hoje brincam com os Spectrum's, num futuro próximo tenham capacidade e equipamentos disponíveis para utilizar como ferramenta ao serviço da sociedade, e ao seu próprio serviço.

AM — Como reagem os empresários madeirenses ao processo de informatização?

E. G. — Penso que 60 a 70 por cento dos empresários abriram os seus braços ás novas tecnologias. No entanto, continuam a existir aqueles que julgam que as novas tecnologias são muito complicadas.

AM — Como será o futuro da informática na Madeira?

E. G. — Parte da resposta penso que já foi dada, no entanto, poderei concluí-la afirmando que, se a sociedade, por meio de organismos oficiais (escolas e centros de formação), colocar os computadores à disposição dos interessados, e incentivar a obtenção de um nível mínimo de formação nesta área, não tenho quaisquer dúvidas que dentro de pouco tempo o computador será visto por todos como uma nova tecnologia (que efectivamente é), mas desprovida desse conceito de ‘‘coisa complicada", que por agora parece provocar medo no possível utilizador.

AM — Qual é a sua visão da concorrência neste mercado?

E. G. — O mercado tem espaço para todos.

AM — E a diferença de preços?

E. G. — Depende muito da forma como se está no mercado, o nosso lema, tal como o da própria Amstrad, é ter uma margem de lucro inferior à da maioria das restantes lojas, apresentando um produto quase imbatível, quer na sua configuração, quer na sua relação preço/qualidade.

AM — Quais os objectivos da vossa empresa em relação ao futuro?

E. G.—A nossa empresa criou estruturas ao longo dos anos que, neste momento, nos permitem olhar para o futuro com optimismo. Actualmente, podemos dizer que dominamos cerca de 50 por cento do nosso mercado, tendo sempre em conta as carências a que os utilizadores estão sujeitos (nomeadamente apoio pós venda), sendo esta uma das nossas maiores preocupações.

Pretendemos, desta forma, criar interesse pela informática, e continuar a pautar a nossa actividade pela qualidade de serviços e de equipamentos.

Amstrad Magazine (Publinfor)

★ PAYS: (Funchal)
★ ANNÉE: 1988

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L'Amstrad CPC est une machine 8 bits à base d'un Z80 à 4MHz. Le premier de la gamme fut le CPC 464 en 1984, équipé d'un lecteur de cassettes intégré il se plaçait en concurrent  du Commodore C64 beaucoup plus compliqué à utiliser et plus cher. Ce fut un réel succès et sorti cette même années le CPC 664 équipé d'un lecteur de disquettes trois pouces intégré. Sa vie fut de courte durée puisqu'en 1985 il fut remplacé par le CPC 6128 qui était plus compact, plus soigné et surtout qui avait 128Ko de RAM au lieu de 64Ko.